sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nossa opinião


Marta: Eu sinto uma certa pena da rapariga, ela foi a uma festa viu os outros beberem álcool mas mesmo assim não o fez e para mim isso foi um acto de coragem. E no fim da festa sai dali sóbria e com a consciência limpa, e acaba morta…. Isto não podia ter acontecido, pensem em como terá ficado a família dela ao saber desta história. Ir a uma festa e beber uma bebida é algo normal, mas nunca se deve abusar deve-se impor um limite e fazer com que também eles imponham um limite… E se souberes que não vais conseguir passar a festa sem beber podes sempre pedir aos teus pais que te levem e te vão buscar, mas nunca mesmo nunca conduzas depois de teres estado a beber.

Rita: Temos que travar as mortes na estrada alertando os jovens para os perigos de beber álcool e em seguida conduzir. Ao conduzires depois de beberes podes causar acidentes graves pondo em causa a vida de todos os que te rodeiam mesmo sem culpa. Não beber numa festa e ver os outros beberem é um acto difícil mas tens que lutar por isso pensando nas vidas e nas famílias que podes destruir. Avisa os outros para os perigos do álcool e ajuda a travar este drama.

Depois da Festa


TEXTO
Fui à festa, mãe.
Fui à festa, e lembrei-me do que me disseste:
Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe... Então, bebi uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim, exactamente o modo como me disseste que eu me sentiria. E que não deveria beber e de seguida conduzir.
Ao contrário do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável, e o teu conselho foi correcto.
Quando a festa finalmente acabou e o pessoal começou a conduzir sem condições, fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz...
Eu nunca poderia esperar... Agora estou deitada na rua e ouvi o policia dizer: 'O rapaz que causou este acidente estava bêbado'. Mãe, a voz parecia tão distante... O meu sangue está por todo o lado e eu estou a tentar com todas as minhas forças não chorar...
Posso ouvir os paramédicos dizerem: 'A rapariga vai morrer'...Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade. Afinal, ele decidiu beber e conduzir! E agora eu tenho que morrer.
Então... Porque é que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas?
A dor está a cortar-me como uma centena de facas afiadas.
Diz à minha irmã para não ficar assustada, mãe, diz ao pai que ele tem que ser forte.
Quando eu partir, escreva 'Menina do Pai' na minha sepultura...
Alguém deveria ter dito àquele rapaz que é errado beber e conduzir. Talvez, se os pais dele o tivessem avisado, eu ainda estivesse viva...
A minha respiração está a ficar mais fraca mãe, e estou a ficar realmente com medo. Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada... Gostaria que tu pudesses abraçar-me mãe, enquanto estou aqui esticada a morrer, gostaria de poder dizer que te amo mãe...
Então... Amo-te
Adeus...'

Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o jornalista ia anotando...
Muito chocado. Este jornalista iniciou uma campanha.